Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 01/09/2020
O Artigo 205 da Constiuição Brasileira de 1988 assegura a educação como um direito de todos e dever do Estado garantir o ensino. Nesse sentido, em tempo de pandemia os impactos na educação brasileira atinge tanto os alunos quanto os professores. Dessa forma, vale destacar as dificuldades enfrentadas pelos alunos da rede pública de ensino, em que a falta de sinal de internet e acesso a computadores e celulares impossibilitam a realização de atividades onlines. Além disso, os professores sofrem com a insegurança em lecionar em plataformas digitais, no qual a maioria não recebeu qualquer capacitação para uso dessas tecnologias.
Em primeiro lugar, com a pandemia de coronavírus o ensino que antes é presencial passa a ser a distância, com isso, é necessário o uso de internet e aparatos eletrônicos para que o ensino chegue a lugares mais remotos. Contudo, a grande maioria dos alunos de escolas públicas não possuem acesso as essas ferramentas. Neste contexto, no Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes “D” e “E” usufruem dessas tecnologias. Ademais, as disparidades ainda aparecem no que diz respeito as regiões, nas quais 70% dos moradores das cidades fazem uso da internet, contra 44% nas áreas rurais. Assim, com a possibilidade de mudar o cenário atual da educação, mais alunos terão a chance de continuar seu aprendizado.
Em segundo lugar, os docentes também sofrem com os impactos que essa pandemia está gerando no âmbito educacional. Dessa maneira, pode-se ressaltar o sentimento de insegurança por parte dos professores em relação ao uso das plataformas digitais como instrumento de ensino, em que 83%% dos educadores brasileiros não se sentem preparados para o ensino a distância e 55% relata não ter recebico qualquer qualificação para lecionar fora do ambiente escolar, de acordo com a pesquisa do Instituto Península, realizada em maio de 2020. Logo, é possível afirmar que os professores precisam de ações que promovam incentivo e segurança em relação a nova forma de ensino que o país está adotando em tempos de pandemia.
Portanto, cabe ao Ministério da Tecnologia juntamente com provedores de internet locais, instalar antenas com sinal a internet na áreas mais afastadas, com o intuito de democratizar o acesso a rede para a comunidade rural. Além disto, os governos estaduais e municipais afiliado com a escolas devem oferecer semanalmente materiais digitalizados para alunos carentes, em que os professores farão a devida correção dessas atividades, com objetivo de incluir esses alunos no ensino remoto. Por fim, o Ministério da Educação associado a instituições de ensino profissionalizante, precisam oferecer cursos de qualificação para os docentes, a fim de sanar as dúvidas a respeito das plataformas digitais.
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Desde o meio de março as escolas brasileiras começaram a fechar as portas e uma parcela passou a dar aulas online. Contudo, essa experiência que já dura dois meses aponta que 83%% dos professores brasileiros não se sentem preparados para o ensino remoto e 88% revelam ter dado a primeira aula virtual após a pandemia. As informações são de uma pesquisa do Instituto Península realizada com 7.734 mil professores de todo o país entre os dias 13 de abril e 14 de maio de 2020.
- Softwares adaptados apenas para computador e celular e falta de internet em alguma regiões
No Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes “D” e “E”