Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 30/08/2020
Em 2019 o tema de redação proposto pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi a Democratização do acesso ao cinema no Brasil, essa proposta trouxe a tona espectros não muito mencionados da desigualdade social no país. E com a chegada da Covid-19 alguns desses espectros se acentuaram, como a desigualdade tecnológica presente entre as camadas da sociedade brasileira, e como ela afeta diretamente a educação durante e após a pandemia.
E com a pandemia o país admitiu um estado indeterminado de quarentena visando diminuir a propagação do vírus, com isso as aulas de educação a distância (Ead) foram postas em prática por inúmeras escolas possibilitando o surgimento de uma nova forma de estudo que pode ser adotada para o futuro. Entretanto, a realidade de muitos brasileiros os impedem de efetivar essa medida. A falta de computadores e de uma internet de qualidade coloca obstáculos na vida desses alunos e professores.
Essa desigualdade põem em risco não só a atualidade desses estudantes mas também seus futuros, uma vez que, a difícil efetivação das aulas Ead prejudicou um ano escolar inteiro, que não será revisto futuramente, prejudicando além de tudo, os alunos que prestarão vestibulares e precisarão do conhecimento dessas matérias perdidas, diminuindo ainda mais a ascensão social dos jovens mais vulneráveis e alimentando o ciclo de desigualdade.
Sendo assim, medidas podem ser adotadas buscando amenizar estes efeitos colaterias, como a criação, pelo governo federal, de aulas extracurriculares nos próximos anos para repor os conhecimentos perdidos no ano de 2020, pode-se também, a partir do MEC, disponibilizar cursinhos gratuitos para alunos que prestarão vestibular neste ano, mas com a ciência de que são medidas para fins imediatos, porém, a desigualdade social precisa ser revista e solucionada aos poucos pelos governantes, para que todos atinjam condições básicas de educação e vida.