Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 31/08/2020

Quadro novo

A Peste Negra, ocorrida no século XIV, foi a pandemia mais devastadora da história da humanidade, tendo resultado na morte de milhões de pessoas e danos severos a diversos setores, como a educação. Apesar dos evidentes avanços na área da saúde desde a Idade Média até a atualidade, doenças com alcance global continuam impactando a vida humana e os seus diversos seguimentos. Nesse sentido, a pandemia do corona vírus vem afetando a educação brasileira negativamente não só por uma gestão pública deficitária mas também pela dificuldade de alunos, sobretudo os de menores rendas, para se adequarem a um novo modelo de estudo.

É fundamental estabelecer, de início, que o Governo Federal mostrou-se, extremamente, ineficiente frente à pandemia. Esse fato, corroborado pela “bbc.com” ao divulgar que o Brasil é o segundo no mundo em números de mortos por Covid-19, tem íntima relação com a educação, pois o número elevado de contaminados, decorrente da flexibilização das regras de distanciamento social, inviabiliza o retorno as aulas presenciais. Logo, é inegável que a gestão pública contribuiu para que a pandemia impactasse ainda mais forte nos cronogramas escolares tornando a  educação brasileira ainda mais caótica.

Além disso, vale salientar, ainda, que o modelo de aula online adotado durante a crise de saúde, afetou negativamente os estudantes, principalmente aqueles em vulnerabilidade socioeconômica. Isso porque para estudar, agora, o aluno precisa de um aparato tecnológico como tablet, celular ou notebook além de uma rede de internet estável. Esse fato se torna um problema pois segundo o “g1.com” 40% dos alunos de escola pública não tem acesso à internet. Ora se o novo modelo de aulas exige ferramentas que grande parte dos alunos não possuem, logo, é evidente uma falha estrutural que agrava os impactos da pandemia na educação.

Mostra-se imprescindível, portanto, a necessidade de medidas eficientes que minimizem os efeitos da crise do corona Vírus no Brasil. Para tal, o Ministério da Educação, em parceria com empresas de tecnologia, devem fornecer subsídio tecnológico como internet de qualidade a estudantes, especificamente em vulnerabilidade socioeconômica, mediante acordo de abatimento de impostos as empresas que fizerem parte desse projeto, a fim de cumprir o direito constitucional do acesso à educação básica para todos. Desse modo, apesar das dificuldades geradas pela pandemia, o Brasil poderá escrever um quadro novo para a educação.