Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 31/08/2020

Na Grécia Antiga, a Ágora era o nome que se dava aos espaços públicos onde se tomavam as decisões ligadas à vida da cidade. De forma análoga, assim como tal comportamento excluía uma parcela da população, devido a pandemia, as oportunidades dos alunos de terem uma educação de qualidade é diminuída. Nesse contexto, questões sociais e educacionais devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente compreendidas e combatidas.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, da falta de acesso igualitário à internet. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 25% dos brasileiros têm acesso à internet. Sob esse viés, é possível depreender que a maior parte dos alunos têm dificuldade de acompanhamento das aulas. Dessa forma, devido à desmotivação , o aluno fica sujeito aos problemas  como a evasão escolar.

Além disso, a falta de preparação dos professores para ensinar de forma online corrobora com a progressão da problemática. Segundo o filósofo pré-socrático Heráclito, a vida está em constante mudança e tudo é um fluxo eterno. Nessa perspectiva, é perceptível que o advento da Covid-19 contribuiu para reformar as estratégias de educação. Consequentemente, com as mudanças na forma de ensino, torna-se indispensável o aprimoramento na formação dos profissionais da educação.

É possível defender, portanto, que impasses sociais e educacionais constituem desafios a superar. Para tanto, o Ministério da Educação, com o apoio do Governo, além de viabilizar o ensino à distância por meio de bibliotecas públicas que possibilitem o acesso grátis à internet, deve promover cursos instrucionais que auxiliem na melhor adaptação dos professores diante da realidade. Assim, será possível restringir, de fato, os impactos negativos da pandemia na educação do Brasil.