Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 03/09/2020

No filme “O poço”, é narrado uma história em que a comida era levada aos prisioneiros por uma plataforma que descia por cada prisão dispostas na vertical, sendo os últimos detentos os menos favorecidos. De modo análogo e real, está os impactos causados pela pandemia na educação brasileira, uma vez que a desigualdade prevalece. Dessa maneira, tal falta de equidade deve ser combatida, já que é caracterizada tanto pela precariedade de meios que assegurem à educação, quanto pela falta de qualificação dos docentes.

A priori, é imperioso destacar o esforço de alguns governantes em sanar essas mazelas. Não obstante, medidas adotadas como, a título de exemplo, o ensino à distância (Ead) não abrangem de forma eficaz todos os setores socioeconômicos de forma equânime. Consoante pesquisas feitas pelo G1, essa realidade é provocada pelo alto índice de, no Brasil, 46 milhões de estudantes não terem acesso à web. Ainda, dentre os que possuem internet, 99,2% utilizam o celular, que muitas vezes é incompatível com o software de transmissão do conteúdo. Nesse contexto, vale ressaltar que os mais afetados são alunos da rede pública, de baixa renda e marginalizados. Assim, é preciso incluir essa parcela social no AVA - ambiente virtual de ensino - de forma gratuita.

Em segundo plano, a pouca qualificação de professores, principalmente na base educacional, também consiste uma problemática. Nesse ínterim, uma vez que a instrução presencial constituiu até o período hodierno o principal método de ensino, essas mudanças quanto a adesão do meio digital foi repentina em um contexto de pandemia. Por conseguinte, de acordo com Albert Einstein, " se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos", logo, para adequar-se à nova realidade de ensino, os docentes devem se adaptar. Por consequência, ainda em consonância com esse pensador, mudanças são constantes, e por isso, bons instrutores somado a disponibilidade e qualidade de aparatos tecnológicos podem mitigar esses impactos em território nacional.

Contudo, fica claro que é impreterível promover igualdade e eficácia na aprendizagem. Para tanto, os órgãos do Estado responsáveis pela educação e infraestrutura devem criar um programa que, além de conceder acesso a internet para os estudantes, forneçam cursos técnicos e informacionais acerca do uso das tecnologias e formas eficientes de instruir aos professores. Essa ação será implementada por meio de pesquisas, feita por esses órgãos, em regiões carentes e necessitadas. Poderá ser instalado pontos de wifi gratuito nos bairros, com a senha sendo o CPF de alunos ou responsáveis cadastrados no programa. Tais feitos, terão o fito de potencializar o aprendizado e diminuir a desigualdade de modo a deixa-lo só no filme.