Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 01/09/2020

A pandemia da COVID-19 possibilitou uma revolução no processo de ensino e aprendizagem, pois fez com que professores e alunos recorressem às inovações tecnológicas para dar prosseguimento às atividades. Entretanto, devido a inserção brusca desse método de ensino, muitos ficaram prejudicados devido às limitações que não foram solucionadas pelo estado para alicerçar esse indivíduos. Dessarte, é imprescindível salientar a precariedade da conectividade nacional e a negligência do Estado frente aos problemas educacionais como autores da problemática.

A priori, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 45 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à internet em casa. A partir disso, denota-se que, devido a uma parcela da população não possuir ferramentas necessárias para ter acesso à rede de computadores, a desigualdade educacional é amplificada, pois o acesso à educação fica impossibilitado em virtude da falta de instrumentos de acesso à atua forma de ensino, como computadores para assistir aulas gravadas. Nessa lógica, a atuação do Poder Público é extremamente necessária para garantir a democratização do acesso a internet, computadores e, consequentemente, à informação e educação.

Ademais, no instante em que o Senado debate sobre gastar com louças refinadas que custam cerca 350 mil reais, de acordo acordo com a revista Época, milhões de estudante brasileiro estão sem assistir aulas e privados do direito à educação por falta de suporte. Nesse sentido, tendo em vista que é necessário conectividade para dar prosseguimento a um dos setores mais importante de uma sociedade ( a educação), os senadores e deputados deveriam estar empenhados em aprovar medidas que solucionem esses problemas, como propostas legislativas que garantam de forma rápida a distribuição e democratização de acesso à tecnologias, as quais possibilitem que alunos e professores mantenha a comunicação.

Depreende-se, portanto, que para que a educação brasileira não seja afetada nesse período o Estado deve intervir para que essa crise seja aproveitada como uma oportunidade de aprimorar a forma de ensino do país. Para isso, o Poder Executivo, em parceria com o Legislativo, deve, mediante aprovação de medias provisórias, investir em ferramentas mediadoras da comunicação entre aluno e professor para todos os estudantes de escolas públicas, os quais são os mais afetados nesse período. Com isso, a conectividade não será um empecilho para a educação do país, mas sim uma forma de desenvolvimento na forma de educar.