Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 01/09/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o desafio da educação durante a pandemia, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela desigualdade educacional pública e privada, seja pela falta de apoio pedagógico. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Ademais, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a desarmonia escolar pública e privada rompe essa harmonia, haja vista que, de acordo com o IBGE, mais de 30% dos lares no país não possuem acesso à internet, com isso, percebe-se que muitos alunos, inclusive de escolas públicas, não tem possibilidade de receber uma boa educação durante a quarentena, por outro lado, o ensino privado inova-se cada vez mais sobre o ensinamento em casa.

Outrossim, destaca-se a falta de ajuda pedagógica como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a pouca orientação didática por parte dos pais e dos professores fazem com que muitos estudantes, inclusive crianças, não consigam ter uma concentração maior nas atividades propostas, tendo como consequência, um ano perdido pela falta do bom ensinamento e pouco auxílio instrutivo.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um país melhor. Destarte, o Governo Federal deve criar centros de apoios públicos em escolas e faculdades, com materiais eletrônicos concedidos pelo domínio federalista, tudo isso, para que alunos de baixa renda possam assistir as aulas e obter um bom aprendizado para si, desse modo, a diversidade social será construída novamente. Logo o Ministério da Educação (MEC), deve instituir via internet e canais, palestras ministradas por professores e psicólogos que defendam a importância do ensino coletivo, independente a classe social, afim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria de Platão.