Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 02/09/2020
Educação para “todos”
A forma tradicional de ensino como conhecemos sofreu necessárias modificações com o aparecimento da COVID-19, com medidas de isolamento sendo implantadas, o ensino vem se (re)inventando até então, o papel da tecnologia tem sido fundamental nesse processo. Porém, essa “nova” metodologia traz consigo problemáticas irrefutáveis, como o aumento da desigualdade ao acesso à educação.
Em sociedades hierarquizadas e desiguais como a brasileira, não são todas as famílias que dispõem de acesso a tecnologias, como computadores e celulares ou até mesmo internet. O que para uns é um processo facilitador, para outros é o caminho para um abismo educacional ainda maior. o EAD implantado em escolas públicas e privadas em meio a pandemia, traz essa realidade à tona. Por conseguinte à problemática, de acordo com pequisas realizadas pelo CONJUVE(Conselho Nacional da Juventude), quase 30% dos jovens pensam em abandonar o ano letivo em 2020 e, entre os que planejam fazer o ENEM, 49% já pensaram em desistir. O mesmo, adiado após manifestações via internet de estudantes, alegando a falta de aprendizado de conteúdos disciplinares necessários para a realização do exame, por parte dos 40% de brasileiros que não possuem acesso à internet.
Outrossim, é necessário ressaltar em meio a todo esse processo adaptativo, a grande dificuldade enfrentada por professores, com a sobrecarga no trabalho e por alunos, para estudar em casa. Ao passo que ambos estejam sofrendo desequilíbrios emocionais e o desenvolvimento da Ansiedade.
Em conclusão, torna-se primordial, a viabilização de meios para estudar aos jovens que não os possuem, por parte do Governo Federal, com a criação de programas de acesso a internet para todos, e a disponibilização de tecnologias para estes. Além de políticas de assistência para professores, como psicólogos e flexibilização na carga de trabalho.