Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 02/09/2020

A Carta Constitucional e os Tratados Internacionais de Direitos Humanos enveredam em recobrir a atmosfera brasileira com o manto da educação, todavia, as desigualdades econômicas têm obstaculizado esse findo, dessa borda, os famélicos e despossuídos experienciam à hipertrofia das deficiências educacionais em função da pandemia. Haja vista, à falta de recursos tecnológicos, escassez de ambientes férteis ao cultivo da educação e a precária envergadura dos professores com os novos recursos tecnológicos.

De proêmio vale destacar a síntese do retrato do Brasil exprimido pelo antropólogo Darcy Ribeiro que constata a miséria e a privação educacional como a chaga que asfixia a supina parte da nação, seguindo assim, no contexto da pandemia, à proeminência dessa chaga, em que o supliciado irá destoar da trilha educacional, sepultando, mais uma vez, a construção da cidadania ressaltada pelo historiador José Murilo de Carvalho. De modo que não assusta a consonância do aumento do desemprego reputada pelo IBGE e a sensação de precarização do ensino aduzida em pesquisa do jornal Globo.

Ademais, os cultuadores do espirito intelectual não traçaram, via de regra,  canalículo que lhes fornecessem todas as ferramentas para lecionar adequadamente de forma remota, sendo neófitos a adaptação torna-se insatisfatória. Além disso, para agravar tal empresa, os ambientes que os alunos, em sua maioria, executam as atividades a distância não se amoldam à sala de aula, sendo conturbados e caóticos, acabam por apenas destacarem os dissabores e desassossegos cotidianos. Nesse ínterim, os educadores ficam sobrecarregados e os alunos incultos.

Em face do perlustrado, posto o seio social, bem como a envergadura da Constituição, pari passu, dos direitos humanos, faz-se mister uma panaceia. Sendo fundamental, que o MEC, em consonância com as igrejas e ONG’s destinem doações para a aquisição de aparelhos tecnológicos necessários para que os alunos tenham acesso adequado às aulas, na mesma esteira, devem criar bolsas para lapidar o ensino e engendrar um espaço ubertoso e apto a dilatar o intelecto, erodindo assim o empecilho da desigualdade. De outra parte, cabe às prefeituras em junção as universidades públicas, a criação e promoção de cursos virtuais, destinado a classe professoral, que oriente quanto às  experiências de êxito na modalidade de ensino virtual, para que o professor tenha mais ferramentas para aperfeiçoar sua aula. Por meio dessas mudanças é possível alinhar-se a Carta Magna e aos Direitos Humanos, bem como erradicar a chaga denunciada por Darcy Ribeiro a edificar a cidadania tão custosa retratada por José Murilo de Carvalho.