Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 02/09/2020
Em 2020, a chegada do vírus SARS-CoV-2 no Brasil impactou diversas áreas, inclusive na educação, onde educadores têm se esforçado para se adaptarem e inovar seus métodos para que os alunos tenham o melhor aprendizado, tendo como principal recurso a tecnologia.
Para Lev Vygotsky o homem se forma por meio do convívio com outros homens, ou seja, é necessário o contato com outras pessoas para a formação do indivíduo. Assim, a educação presencial se faz muito necessária, principalmente na educação infantil, uma vez que há trocas de experiências entre os alunos de uma turma e até mesmo entre diferentes turmas, algo que, com o isolamento social, tem se tornado mais difícil.
Enquanto o estudo de forma remota ainda é necessário, as escolas adotam métodos tecnológicos para garantir o aprendizado de seus alunos, como aulas online, utilização de plataformas interativas e recursos como videoaulas, ou até mesmo podcasts.
Porém, um estudo realizado pelo Centro Regional para o Desenvolvimento de Estudos sobre a Sociedade da Informação apontou que 26% não possuí acesso à internet. Por mais que os educadores inovem os métodos de ensino tendo como o recurso principal a tecnologia e a internet para oferecer um ensino de qualidade, ainda há uma parte dos alunos que não possuem acesso a eles, sendo extremamente prejudicados, uma vez que estarão atrasados com relação aos outros da turma. Além disso, há alunos que mesmo com acesso à internet, se recusam a participar das aulas, por falta de vontade ou por estarem entretidos com outras coisas.
Desta forma, é necessário melhor planejamento relacionado a educação brasileira durante a pandemia. Assim, o Ministério da Educação em parceria ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em parceria com as prefeituras devem distribuir internet e computadores àqueles alunos que não possuem. Além disso, as escolas devem fazer campanhas online para alcanças os alunos abstentes.