Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 02/09/2020

A educação no Brasil sempre foi tópico de discussão por conta de sua desigualdade. Logo, a falta de uniformidade do sistema educacional foi colocada ainda mais em evidência devido aos impactos causados pela pandemia. Assim, uma vez que a população brasileira foi colocada em isolamento social, houve uma discrepância no número de alunos que puderam continuar o ano letivo de forma remota. Essa realidade se deve ao fato de nem todos os brasileiros terem acesso à internet.

Nesse cenário, é importante ressaltar que a pandemia do novo coronavírus colocou em destaque a desproporção educacional que já existia no Brasil. Nesse sentido, a Constituição assegura a todos o direito à educação. Contudo, durante a quarentena, é observado que apenas uma parcela dos estudantes tem acesso a esse direito por meio de aulas virtuais, visto que a maioria dos alunos do ensino público não tem internet ou computador. Esse fato é evidenciado em dados do IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-, ao afirmarem que mais de 20% da população não tem acesso à internet.

Além disso, a ausência de alternativas de ensino para aqueles que não têm como assistir aulas remotamente confirma a indiferença do Brasil perante a educação pública destinada aos menos favorecidos. Dito isso, o Brasil deve compreender o valor do ensino da mesma forma que o educador brasileiro, Paulo Freire, ao afirmar que se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, o Ministério da Educação deve promover o acesso à educação em tempos de pandemia, por meio da distribuição de modens USB, que possibilitarão o uso da internet para assistir aulas virtuais. Para que, dessa forma, os estudantes não sejam prejudicados por não terem conexão com a rede para continuar o ano letivo remotamente.