Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 03/09/2020

Muito se discute os efeitos da pandemia sobre o sistema educacional brasileiro. Embora alguns acreditem que o isolamento tenha acelerado beneficamente o ensino à distância, o que se nota é uma aceleração da desigualdade de acesso à formação.

Alguns argumentam que a quarentena fez com que professores e alunos se adaptassem rapidamente às inovações tecnológicas. Para eles,  tanto o corpo docente pôde compartilhar suas experiências na rede e aperfeiçoar novas técnicas, quanto o discente passou a desenvolver disciplina de aprendizado. Realmente, não faltam cursos disponíveis e gratuitos sobre como ensinar ou aprender na era digital. Entretanto, apenas a minoria possui computador em casa e uma boa conexão que os permita aproveitar os recursos.

Não obstante a disponibilidade de material digital, muitos não têm acesso à " internet" ou sequer sabem ligar um computador. Em verdade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13,5 milhões de brasileiros atingiram a extrema pobreza, com falta de alimentos e mais da metade da população de vinte e cinco anos sequer concluíram o ensino médio. De fato, não se pode debater os impactos na educação se levar em conta essas disparidades sociais.

Por todo esse incremento desigual, é preciso que se discuta a melhor forma de atender às variadas demandas sociais. Sem dúvida, faz-se necessária uma parceria público-privada para que alimentação, material didático impresso, bem como tutores, cheguem aos mais carentes. De fato, após o envio do material é necessário que periodicamente os estudantes recebam um monitor para checagem de nutrição, aprendizado,  e esclarecimento de dúvidas a fim de os alunos sentirem-se apoiados. Esse acompanhamento, bem como a qualificação de professores para lidar com novos desafios, podem mitigar os efeitos pandêmicos na educação.