Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 03/09/2020
Estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, a desigualdade entre os sistemas públicos e privados da educação básica interfere diretamente na garantia desse direito. Desse ponto de vista, não são todos os municípios que possuem estrutura de tecnologia para para oferta de ensino remoto e não são todos os professores que têm a formação adequada para as aulas virtuais.
Certamente, a educação é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país. Ocupando a oitava maior economia mundial, conforme o Ministério das Relações Exteriores (MRE), seria coerente acreditar que o Brasil possui um apoio financeiro e propicia uma educação adequada para os estudantes. Apesar disso, na prática, ocorre justamente o oposto, refletindo em um grande número de alunos sem o devido equipamento para o acesso as aulas virtuais. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro Geografia e Estatística, apenas 57% da população tem acesso a computadores, muitas crianças da geração Z nunca ligaram um computador e 97% dos brasileiros acessam a internet pelo celular.
Outrossim, pode-se ainda destacar as baixas condições econômicas familiares como grande agravador para que os estudantes desistam de estudar por meio das aulas virtuais. Diante de tal informação, é necessário que tenha uma reforma e diversos processos e estruturas de aprendizagem.
Desse modo, é inadiável que se resolva o problema financeiro que os estudantes possuem, necessita-se, urgentemente, que o governo invista na capacitação dos educadores, por meio de palestras com o slogan “Virtualização”, para uso e domínio das ferramentas digitais nos ambientes virtuais de aprendizagem.