Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 05/09/2020

Iniciada no leste asiático, a cidade de Wuhan, na China, foi o centro epidemiológico do novo covid-19, o qual se tornaria, em poucas semanas, uma das maiores doenças já vista. Com isso, medidas rápidas de isolamento foram implementadas e foi necessário se suspender as aulas presenciais, dando início ao novo ensino EAD - Ensino de Educação à Distância; assim, é posto em debate os impactos da pandemia no território brasileiro, o qual não proporcionou igualitariamente o direito de ensino a todos.

Analogamente, como previsto pela Constituição de 1988, todo cidadão deve ter acesso ao ensino escolar; contudo, mesmo antes da pandemia milhares de crianças- principalmente as de classe social baixa- não recebiam um sistema educativo de qualidade. Como exemplificado pela precária infraestruturas em escolas e redes de ensino público, pelo baixo número de profissionais qualificados e até mesmo pela falta de verba disponibilizada pelo próprio governo.

Com isso, milhares e pessoas - tanto crianças, jovens como adultos- principalmente aquelas com uma renda familiar baixa, equivalente ou até mesmo, na grande maioria, inferior a um salário mínimo, tiveram que se adaptar a nova realidade exclusiva; visto que ensino de rede privada continuaram normalmente os projetos educacionais. Assim,visto a situação de baixo financiamento, as aulas não deram continuidade pelo EAD, como também os próprios estudantes não terem condições suficientes para arcarem com estruturas tecnológicas- sejam essas internet e aparelhos móveis para assistirem aulas no online; então são ,gradativamente, privadas pelo  governo de usufruir do direito próprio.

Portanto, para que ocorra um maior debate sobre os desafios enfrentados pela educação brasileira, afim de que tais sejam solucionados, é necessário que o Ministério da Educação aliado ao setor da economia, possam promover medidas efetivas. Sejam essas o maior investimento, como também o início de aulas ao vivo a serem transmitidas por canais abertos de TV, para que assim todos possam continuar com suas rotinas de estudo e não sejam prejudicados pela enorme desigualdade social vista no país. Por meio de campanhas lúdicas e a colaboração de ONGs educacionais, para que essas possam arrecadar meios tecnológicos e até mesmo material didático a serem usados por estudantes que necessitam; e assim, progressivamente, o país consiga sanar esse déficit com os alunos de todo o país durante a pandemia e que  se sirva de alarme para que ocorra mudança mesmo após o isolamento.