Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 04/09/2020
Em 2016, a escritora Amy Herman publicou a obra ´´Inteligência Visual``, na qual ensina e transparece uma visão , apurada, sobre tudo o que é deixado de ver por, simplesmente, fazer parte do cotidiano e se tornar algo costumeiro, mas com muito importância. Consecutivamente, a obra em si faz o leitor entrar em um estado observatório complexo, na busca pelo que é ignorado diante dos próprios olhos, um exemplo da ignorância visual foram as mudanças que o processo pandêmico gerou em relação à educação, deixando milhares de estudantes com escasso ou sem acesso a esse direito. Negligencia-se, desse modo, que o Ministério da Educação juntamente com o apoio popular na busca por seus direitos, devem buscar minimizar essa problemática que se agravou com a pandemia.
Em uma primeira análise, destaca-se que as instituições educacionais estão falhas, não só pelo fato de não conseguirem abranger a todos os estudantes em especial nesse período de dificuldades, mas também nos processos de ensino público que muitas vezes são incompletos e superficiais. A esse respeito, Zygmunt Bauman elaborou o conceito ´´Instituição Zumbi``, segundo o qual algumas entidades- dentre elas o estado- não estão exercendo seu papel de modo adequado e coeso. Nesse contexto, se encaixa perfeitamente o Ministério da educação, na teoria do sociólogo Polônes, pois com a falta de disponibilização e direcionamento correto dos recursos educacionais, a escassez e superficialidade, se tornaram a única forma de conciliar e proporcionar o ensino para o maior número possível de estudantes e mesmo assim milhares não tem esse direito pela indisponibilidade acessível
De modo análogo, é indubitável ressaltar que o envolvimento popular é o grande influenciante da ações na busca de mudanças. Diante disso, o célebre sociólogo Émille Durkheim destacou que o nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade. Nesse viés, isso ocorre pelo simples fato da população se adaptar aos meios que lhe são propostos sem interrogar e visualizar parâmetros diversificados, que correspondem aos direitos de cidadão e que poderiam melhorar a qualidade de vida. Assim, a visão costumeira de algo errado acaba se tornando correta pelo não melhoramento do nosso sistema sensorial, que detalha a imagem que criamos a partir das percepções visuais e auditivas, que influênciam nas lutas pelos direitos do povo.
Frente aos desafios que inoculam na sociedade, o Ministério da educação, juntamente com o apoio popular, devem visualizar, esmiuçadamente, os reais valores da educação e seus problemas. Assim, poderão melhorar os parâmetros falhos e investir no necessário. Complementarmente a isso, conseguiriam proporcionar os direitos ideiais e valorizados da educação para todos e poderiam promover de forma secundária os ensinamentos da inteligência visual nas escolas.