Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 05/09/2020

A Constituição Brasileira garante a todos os indivíduos o direito a educação de qualidade, independente de fatores existentes e diferenças sociais, no entanto, diante da pandemia que o mundo se encontra, indivíduos estão sendo privados dessa necessidade e direito, o que provoca o descumprimento dessa e impactos irreversíveis. Seja pela falta de políticas educacionais que ofereçam aulas online de forma igualitária, seja pela falta de capacitação dos educadores. Dessa maneira, a problemática deve ser resolvida.

Em primeiro plano, a falta de políticas educacionais que ofereçam aulas em EAD aumentou a desigualdade, no Brasil. Segundo o IBGE, “cerca de 42% dos estudantes estão tendo aulas remotas”, isso acontece pela precariedade e inexistência de acesso à internet nos lares, pois grande parte dos estudantes residem em áreas periféricas, sendo eles de instituições públicas e a pequena parcela que está recebendo aulas são de instituições privadas. Ademais, esse caso impedirá o prosseguimento do ano letivo, provocando atrasos acadêmicos e danos incalculáveis, pois os estudantes de ensino público prestarão vestibulares nesse ano, sem nenhum conhecimento obtido desse, ao contrário da minoria.

Outrossim, é imperativo pontuar a falta de capacitação dos educadores diante da pandemia. De acordo, com a afirmação de Malala “Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, mas com a falta de professores qualificados essa mudança não pode ser executada. Em suma, os educadores que atuam oferecendo aulas presenciais, não possuem os requisitos necessários para fazer o mesmo no campo virtual, pela falta de conhecimento da área tecnológica, dificuldades para a elaboração de aulas dinâmicas, o que as tornam maçante. Consequentemente o aprendizado não será efetivo, o que resultará em déficits educacionais.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Estado deve garantir a todas as residências acesso à internet, por meio da distribuição de chips e aparelhos tecnológicos para aqueles que comprovem a renda, inferior a dois salários mínimos, e sua instituição de ensino, no caso pública, afim de oferecer educação a toda a sociedade. O Ministério da Educação necessita qualificar os seus agentes educacionais, por intermédio de cursos gratuitos que ofereçam técnicas para a elaboração das aulas, manuseio tecnológico e interação com os alunos, com a finalidade de formar educadores qualificados, para mitigar os danos educacionais causados pela pandemia do Covid-19. Desse modo, as normas estabelecidas pela Constituição serão aplicadas e a afirmativa de Malala será concretizada, promovendo a redução dos impactos da pandemia na educação Brasileira.