Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 05/09/2020
De acordo com o biólogo Charles Darwin, os seres vivos mais adaptados ao meio ambiente são selecionados por este, perpetuando seu código genético por gerações. É possível traçar um paralelo entre tal teoria e a atual conjuntura do país, na qual a pandemia do novo Coronavirus selecionou os alunos e professores mais adaptados ao novo contexto, para que perpetuassem a educação. Nesse sentido, é perceptível a presença de injustiças, e é mister analisar os impactos negativos que a pandemia trouxe à educação brasileira.
Em primeira análise, destacam-se os impactos negativos à saúde física e mental dos estudantes que a pandemia trouxe. O EAD, ensino a distância, traz malefícios ao corpo, como o excesso de luz azul, prejudicando os olhos e o ritmo circadiano; o tempo demasiado que o aluno fica sentado e a diminuição das atividades físicas, os quais trazem dores diversas; a menor exposição solar, que estimula menos a produção de nutrientes; dentre outros. Ademais, a ansiedade com a mudança e a responsabilidade maior, somados à diminuição da socialização são prejudiciais à saúde mental dos indivíduos. Assim, a saúde, componente inalienável da boa formação escolar, é prejudicada na pandemia.
Em segunda análise, a piora no sistema educandário em si é outro problema urgente que o Brasil enfrenta junto à pandemia. A modalidade EAD, sendo dependente da internet, segrega os alunos que sofrem com a falta de infraestrutura, com preços e qualidade ruins desse serviço. Outrossim, os processos de avaliação têm mostrado-se ineficazes, pois a possibilidade de fraudes nas avaliações crescem, dada a capacidade da Internet em divulgar informação e a facilidade de acesso à ela. Além disso, a exigência sobre o discente torna-se menor, pela a convivência menos próxima com o professor. Por isso, o sistema educacional brasileiro, a estrutura base das condições de ensino, é assolada na pandemia.
Destarte, é necessária a intervenção governamental no quadro da relação entre pandemia e educação. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, com o fim de mitigar a problemática da EAD, divulgar a informações sobre como lidar com esse contexto, como educar, dar suporte emocional e monitorar os filhos no processo. Isso ocorrerá por meio de programas semanas na televisão aberta. Por conseguinte, espera-se que mais pessoas estejam adaptadas para aprender.