Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 07/09/2020

O tema educação continua sendo debatido dentro dos parlamentos e congressos nacionais e com a chegada da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), o assunto tem se intensificado. Essas convergências e divergências ocorrem devido a educação não ser construída com base na Constituição de 1988, mas sim nas relações sociais descritas por Émile Durkheim. Logo, para se alcançar o conhecimento, necessita-se de alguns privilégios associados à outras instâncias da sociedade.

A pandemia trouxe esse dilema à população brasileira, principalmente, sobre quem estaria preparado para vivenciar esse processo. Sendo assim, o campo da educação foi um dos primeiros pilares da sociedade que cobrou melhorias. Assim como no livro O Capital, de Karl Marx, o governo brasileiro privilegia a proposta que traz lucro em detrimento de setores com um cunho social. Por isso, a plataforma educacional brasileira não tem, estrutura e funcionalmente, arcabouços para manter o jovem na classe de aula.

Somado a isso, o modelo capitalista constrói uma lacuna no ensino, apresentando grandes disparidades do aluno de escola pública em relação ao que frequenta a escola particular. Esse contexto é facilmente visível ao se deparar com jovens estudantes da rede pública isolados em suas casas, enquanto o estudante de escola particular continua seu ensino à distância. Sem dúvida esse processo pode ser alinhado a ideia de Bauman, que liquidifica a sociedade e estabelece uma forma ao ser humano a partir de suas condutas.

Portanto, é dever do estado diminuir essas fronteiras e lacunas criadas por intermédio da parte histórica e cultural brasileira. Por meio de verbas que auxiliem na criação de redes de internet e disponibilizem equipamentos, como, computadores ou tablets para visualização das aulas. Com o intuito de colocar em prática o que foi descrito na Constituição de 1988, diminuindo o processo descrito nas relação sociais de Durkheim e no livro o Capital de Marx. E por fim, estabelecendo a oportunidade de fluidez desse estudante de escola pública dentro desses processos sociais.