Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 20/09/2020

Assim como diversas crises, a crise mundial proporcionada pela COVID-19, de início no final de 2019, causou para o mundo a necessidade de adaptações, onde a maioria das funções sociais migrariam aos ambientes digitais, inclusive a das áreas educacionais. Porém, países como o Brasil sofrem grandes dificuldades na integração de seus estudantes à essa nova realidade, como efeito da baixa sustentabilidade tecnológica brasileira.

Nessa perspectiva,  a industrialização tardia e o protecionismo econômico muitas vezes presente, são os principais fatores dessa situação. Isso se justifica a partir do momento que o país se tornou totalmente dependente de importações para a obtenção de tecnologias mais básicas da sociedade, ocasionadas pela ênfase exportadora das indústrias nacionais desde da Era Vargas em meados do século XX, refletindo portanto na acentuação da desigualdade social e acessibilidade.

A partir disso, como consequência de tal fato, o uso de computadores não é predominante no país. Segundo pesquisas do IBGE, cerca de 57% dos brasileiros possuem e usufruem dos computadores, enquanto 97% da população acessa a internet pelo celular. Diante disso, é notável a ineficiência da educação ao usar softwares voltados para computadores, criado em e para países estrangeiros mais desenvolvidos.

Com isso, é racional o agravamento da desigualdade social quanto a má acessibilidade decorrente do mau incentivo governamental no mercado tecnológico interno. Dessa forma, deve-se incentivar o desenvolvimento de aplicativos voltados para os Smartphone, a fim de atender de imediato a dificuldade presente na educação pública, além de já introduzir um maior desenvolvimento das indústrias locais, assegurando o princípios liberais. Para isso, deve haver a integração do Estado e empresas, para se garantir uma maior adaptação nacional.