Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 11/09/2020

“O coronavírus aumenta as desigualdades nas educação”.

A pandemia do coronavírus (COVID-19), que eclodiu na China em 2019, ensinou ao homem novos hábitos, com a importância do isolamento social. Em consequência, assim como o mundo pós HIV, certamente as pessoas jamais se relacionarão da mesma forma. E além da Economia global, talvez nenhum outro setor tenha sofrido tantos impactos quanto a Educação. De imediato, todas as aulas presenciais foram suspensas e substituídas por encontros remotos. E o que pareceu ser a solução, trouxe outro grande problema para países como o Brasil: a desigualdade de acesso à educação. Devido às essas desigualdades, toda uma geração de jovens pode ficar sem acesso à escola, mesmo que remota. Diante desse quatro, o Estado tem de se posicionar e minimizar esses problemas através de políticas públicas eficientes.

A paralisação das aulas durante a pandemia do COVID-19 causa problemas que vão além do aprendizado escolar e que refletem a desigualdade social no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o primeiro empecilho é o fato da escola pública ser responsável por 50% da demanda nutricional da criança e do adolescente. A falta desses nutrientes compromete o desenvolvimento físico do estudante, além de seu aprendizado escolar, pondo o indivíduo em clara condição de desigualdade na busca por oportunidades.

Além disso, o acesso díspar à internet é outro problema trazido à tona. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), menos de 40% das pessoas pertencentes às classes sociais mais baixas dispõem de acesso à rede. E dentre esses, grande parte faz uso apenas de celulares, que não dispõem de ferramentas adequadas e utilização pacotes de dados limitados. Assim, uma parcela significativa dos estudantes da rede publica não consegue acessar os conteúdos ministrados em aulas remotas, o que compromete o desempenhos acadêmicos.

Uma vez identificados os aspectos que mais impactam a educação brasileira durante o período da pandemia do COVID-19, o Estado deve se posicionar e assegurar a manutenção da saúde e do aprendizado do jovem brasileiro. Através do Ministério da Educação, o Estado precisa fazer com que as Secretarias Estaduais de Municipais de Educação mantenham a alimentação escolar entregando cestas básicas mensais às famílias do estudantes. Por fim, a longo prazo e por meio do Ministério da Infraestrutura, o Estado deve criar malhas de fibra ótica e rádio de modo a garantir acesso à internet à população brasileira. Com essas duas medidas, espera-se reduzir os impactos sociais estressados pela pandemia do COVID-19 na educação no Brasil e garantir que jovens de todas as classes sociais estejam em condições de igualdade na busca por empregos e formação superior.