Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 11/09/2020
A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade do direito à educação. Todavia, é evidente a ausência desse princípio quando se observa os impactos da pandemia, causada pelo coronavírus, na educação brasileira. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio global, o qual ocorre não só devido ao descontrole social, mas também à desigualdade coletiva.
Vale destacar, de início, que uma das principais motivações para o prejuízo da educação, em tempos de pandemia, é o descontrole social. Isso porque, em virtude da Covid-19, a sociedade vive em meio a um “Estado de Anomia”, conceituado pelo o sociólogo Émíle Durkheim, como um profundo espaço de descontrole social, a qual obriga os indivíduos a permanecerem isolados e impossibilitados de frequentarem centros educacionais. Nesse sentido, basta analisar os dados do site G1, de 2020, o qual ressaltou que, durante o flagelo do coronavírus, mais de 40 milhões de alunos da rede pública brasileira, foram afetados pelo fechamento de escolas, fator que contraria o princípio da dignidade humana, já que tal setor populacional não é beneficiado pela chance de conhecimento. Dessa maneira, é crucial que o poder público atue a fim de permitir que todos tenham alcance à educação.
Faz–se mister, ainda, salientar a desigualdade coletiva como impulsionadora de impactos noviços à educação, uma vez que, os indivíduos vivem marcado por uma intensa “luta de classes”, desenvolvida pelo sociólogo Karl Marx, em que somente uma parcela da sociedade possui condições de usufruir de serviços essenciais como a educação. Sob tal óptica, nota-se que a crise atual, associada a concentração de renda, dificultou o ensino, principalmente para as camadas mais carentes, visto que, em razão do isolamento social, famílias e educadores tiveram que buscar formas de ensino a distância, via aula remota. No entanto, somente 28% dos brasileiros são conectadas à internet, o que inviabiliza a educação para mais de 18 milhões de jovens. Dessa maneira, é importante que o Governo promova mecanismos para atenuar a desigualdade social, bem como o equilíbrio de conhecimento. Portanto, com o intuito de mitigar os impactos na educação brasileira em períodos de pandemia, o Ministério da Saúde deve promover ações de combate à nova doença, mediante investimentos na ciência, com o objetivo de desenvolver vacinas para conter o avanço do vírus, o que possibilitará à população o retorno a suas atividades educacionais. Por outro lado, o Governo Municipal deve promover ações mais inerentes à realidade social, mediante parcerias com empresas de distribuição de internet, em que as firmas que destinarem taxas acessíveis aos bairros de baixa renda terão descontos em seus impostos, assim, proporcionar-se-á sumo bem-estar aos cidadãos. Destarte, a nação desfrutará da igualdade de direitos garantidos pela Carta Magna