Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 14/09/2020

A discussão da educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Nesse contexto, discutir os desafios educacionais no Brasil e no mundo, diante de uma pandemia torna-se ainda mais relevante. Por um lado, observa-se a agilidade de países tidos como desenvolvidos na rápida aplicação de recursos ligados ao ensino/aprendizagem. No entato, alguns países da América Latina, África e Ásia tem dificuldades na implementação de políticas educacionais eficientes e eficazes.

Inicialmente, é importante ressaltar que os impactos do coronavírus no contexto educacional tem aspectos diferenciados, o que remonta uma questão das desigualdades existentes no mundo. Países Europeus e a própria China - berço do coronavírus - já se adaptaram a aprendizagem emergencial em casa, com a adoção de tecnologias de ensino através de internet, televisão, rádio e também a adoção do ensino híbrido. Logo, apesar de mais de 190 países terem fechados ao escolas, uma parcela ainda que pouco expressiva tem conseguido apresentar soluções.

Em um outro extremo, em países como o Brasil a extrema desigualidade ao acesso à educação intensifica-se durante a pandemia. Segundo a pesquisadora em educação Cláudia Cotrim, é fundamental que o Estado tome medidas para mitigar os avanços da desigualdade educacional. Nessa seara, encontra-se os desafios ligados ao: acesso as tecnologias digitais por parte de alunos e escolas, falta de capacitação dos professores em ensino remoto e também questões de cunho psicossocial.

Portanto, educar não trata-se apenas em transmitir informações de maneira aleatória. Em um contexto pandêmico é fundamental a ação efetiva do Ministério da Educação, dos estados e municípios em medidas que visem diminuir o déficit existente. A curto prazo, destaca-se a introdução de programas educacionais de TV aberta e rádio para as camadas mais vulneráveis, a capacitação de professores e também a utilização de recursos digitais. Contudo, para essa última questão remonta-se ao acesso à internet e notbooks que deve ser pluralizada para todos.