Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 21/11/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito à educação, saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o precário serviço da educação pública do Brasil  foi acentuado pelo isolamento social provocado pela pandemia . Nesse contexto, torna-se evidente como causas dos impactos:  o despreparo e a negligência  governamental, sendo intensificado pela desigualdade social. Esses desafios geraram uma discussão como enfrentar os problemas na educação brasileira.

Em primeira análise, a negligência do estado no combate da pandemia mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que os entraves como da ensino no brasil seja resolvido, faz-se necessário debater sobre o tema. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada pelo governo federal usando discursos não científicos para minimizar os impactos na educação principalmente para os jovens de baixa renda.  Assim,  trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o sucateamento do ensino publico. Nesse sentindo, Émile Durkheim sociólogo alemão no conceito de Anomia afirma que é ausência de solidariedade em que impera o desrespeito às regras comuns quando as leis se desintegram e perdem seu valor prático. Em outras palavras, está presente de maneira decisiva no que tange ao entraves sociais econômicos de adaptação do ensino presencial, uma vez que há falta de investimento governamental em sua infraestrutura. Além disso, a desigualdade social  intensifica o problema educacional visto que  o custo dos equipamentos tecnológico e livros  supera as possibilidades da maior parte da população brasileira, haja vista o baixo valor da renda per capita nacional.  Logo, a cada nova ferramenta surgem novas formas de exclusão.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas públicas educacionais com o intuito de amenizar essa problemática . Cabe  sociedade civil  em parceria com as escolas, mobilizem-se a fim de preservar a infraestrutura existente e exigir melhorias. Tal conscientização pode ocorrer por meio de projetos escolares e mostras culturais, que exponham a relevância do problema à população local. Além disso, nestes eventos, a população pode ser conscientizada sobre a importância de exigir do poder público melhorias na infraestrutura, para combater e diminuir o impacto da pandemia na educação brasileira.