Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/09/2020
A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à educação. No Brasil, entretanto com a crise pandêmica vivenciada, a desigualdade educacional cresce de forma alarmante nos últimos meses, permitindo refletir assim o desafio a ser enfrentado de maneira mais organizada pela sociedade. Nesse âmbito, pode-se analizar as principais causas, consequências e possível medida relacionada a esse impasse social.
Inicialmente, é plausível destacar a educação desigual como uma das principais consequências da pandemia. De acordo com um levantamento do Centro de Inovação para Educação Brasileira, feito com 21 estados e 3 mil municípios, revelou que 55% das redes estaduais e municipais não têm estratégias para garantir o acesso à conteúdo durante a quarentena. Portanto, é inadmissível que um país membro pleno da Organização das Nações Unidas, um estado que deveria proporcionar igualdade para todos, não apresente meios para solucionar tal situação.
Além disso, um outro resultado é a mudança do calendário educacional. Como por exemplo a alteração da data de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020; com as medidas de suspensão das aulas, o grau de desigualdade entre escolas públicas e particulares agravou - e segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) - 81,7% dos participantes inscritos que estão na terceira série do ensino médio, estudam em colégios públicos. Logo, não há como negar que esses alunos serão prejudicados e pagará também pela falta de investimento público.
Desse modo, é mister que o Governo Federal tome providências capazes de banalizar a cautela com a educação. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação, em parceria com o Inep, identifique os estados mais afetados pelo ensino a distância e possibilite uma melhor adequação, por meio da distribuição de computadores e cabeamento de internet. Espera-se com isso amenizar as desigualdades educacionais.