Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 16/09/2020

É evidente que o novo coronavírus afetou diversos setores nacionais, principalmente a educação. Dessa maneira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), o Brasil é um dos países líderes em desigualdade social, de modo que, devido à pandemia, será possível observar o recrudescimento dessa problemática em consequência do acesso heterogêneo ao ensino. Além disso, o sistema de Ensino a Distância(EaD) representa um grande desafio, no que tange à adaptação, para professores e alunos.

Em primeira análise, de acordo com a Constituição Brasileira, é objetivo da República Federativa do Brasil erradicar a pobreza e atenuar as desigualdades sociais. No entanto, o quadro atual é paradoxo e esse revés se intensifica com a pandemia por dificultar ainda mais o acesso à educação. Por conseguinte, enquanto os alunos de escolas particulares dispõem de recursos e assistência, outros da rede pública, muitas vezes, não têm nem o básico, como a internet, o que impossibilitará seu ingresso universitário no futuro.

Ademais, em relação aos alunos que têm acesso ao EaD, observa-se um árduo processo de adaptação. Dessa forma, soma-se o desafio de estudar ao lado de inúmeros distratores- como a televisão e internet- ao isolamento social, o que implica diretamente na motivação e aprendizagem dos estudantes. Assim, torna-se mais difícil desenvolver o interesse e produtividade da classe, o que acarretará uma insuficiência no ensino de forma generalizada.

Destarte, nota-se que a pandemia implica danos na qualidade educacional e, por consequência, no quadro social. É fulcral, portanto, que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação(MEC), financie cursinhos públicos, de modo a atenuar os impactos causados nos alunos de baixa renda e garantir o ingresso às universidades. Além disso, é necessário que as escolas, por meio das plataformas digitais, disponibilizem acompanhamento com psicopedagogos a fim de mitigar o desânimo e apatia emocional dos estudantes. Assim, será possível tornar menos intenso o impacto do novo coronavírus no quadro de ensino brasileiro.