Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 15/09/2020

Em 1918, a pandemia mais mortal surgiu, a gripe espanhola, a qual ocasionou milhões de óbitos e o cancelamento do ano letivo no Brasil. Diante disso, não é a primeira vez que ocorre uma pandemia dessa magnitude e agora, com novo Covid-19, a população brasileira implementa alguns projetos para minimizar os impactos na educação. Porém, com a alta desigualdade social, o país ainda possui falhas quanto a transmissão do aprendizado; o Estado, à vista disso, deve resolver essa problemática.

Primeiramente, cabe ressaltar que o Brasil evoluiu muito com a história e, dessa vez, a educação da população foi vista como uma das prioridades. Conforme o agravamento da pandemia, foi criado um programa de aprendizagem emergencial para tentar manter a rotina educacional da sociedade a curto prazo, por meio de aulas onlines e entregas mensais de cadernos de tarefas; como estratégia para longo prazo, além disso, alguns estados, como São Paulo, aprovaram a mudança do currículo do ensino médio na tentativa de recuperar as horas perdidas pela pandemia. Dessa forma, é evidente que há a preocupação com a preservação da educação.

Ademais, é importante salientar que o Brasil é um dos países com maior índice de desigualdade, o que reflete diretamente na educação. Assim, apesar das estratégia para tentar manter a rotina educacional, as camadas mais baixas são as principais atingidas nessa pandemia, uma vez que não possuem internet residencial para acessar as atividades virtuais, bem como moram em regiões rurais afastados da escola. Desse modo, é essencial combater a desigualdade para preservar o sistema de ensino.

Portanto, como cita Imannuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio dos recursos capitalizados da União, analisar as regiões mais afetadas pela pandemia e fornecer internet grátis nessas áreas, bem como fornecer o acesso aos computadores das escolas mais próximas, com agenda de horários. Dessa forma, o aluno desprovido de recursos terá a oportunidade de ter acesso a educação, sem se colocar em risco por conta da pandemia.