Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 17/09/2020

De acordo com o slogan de Malala, “uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”. Dessa forma, pode-se concluir que a escola é um meio essencial de formação do indivíduo, se tornando uma importante ferramenta de educação e aprendizado. Entretanto, com a pandemia de COVID-19 sendo vivenciada no mundo, é inviável a realização de aulas presenciais com diversos alunos em um mesmo espaço, impedindo o distanciamento social. Portanto, é necessário encontrar meios de controlar a pandemia do vírus, viabilizando a volta do funcionamento educacional.

Em primeira análise, é necessário citar o grave cenário de despesas com a educação à distância pelas redes estaduais. De acordo com o estudo “Covid-19: Impacto Fiscal na Educação Básica”, os gastos estão entre R$9 e R$28 bilhões. Isso ocorre porque os programas de educação online não são baratos, e sendo necessário implementá-los em todas as escolas em época de isolamento, o dinheiro que pode ser gasto com tal situação é surpreendentemente alto.

Além disso, pode-se citar a teoria de Jürgen Habermas, o agir comunicativo. De acordo com tal conceito, o ser humano vem perdendo a capacidade de discutir em conjunto com os outros, utilizando argumentos e estudos para comprovar a própria opinião, compreendendo a dos demais. Dessa forma, sente-se falta de uma deliberação em razão das aulas online entre professores, alunos e a escola, além de ser possível perceber uma grande discussão a respeito da epidemia vivenciada, na qual não se consegue distinguir fatos reais e fatos dissimulados.

Logo, observando os fatos citados, é necessário seguir uma série de medidas para que se possa melhorar a atual situação. O Ministério da Educação e Cultura (MEC), em conjunto com o Ministério da Saúde, deveria criar projetos de retomada gradual das aulas, utilizando dos recursos de movimentação de salas de aula, distância de dois metros entre as cadeiras, uso de máscaras e protetores faciais por alunos e professores, além da contratação de fiscais que auxiliem nas medidas ordenadas pelo governo. Dessa forma, seria possível retomar as atividades e diminuir as dificuldades enfrentadas no ensino à distância.