Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 18/09/2020

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito ã educação. No Brasil, entretanto, com a crise pandêmica vivenciada, a desigualdade educacional cresce de forma alarmante nos últimos meses. Assim permitindo refletir o desafio a ser enfrentado de maneira mais organizada pela sociedade. Nesse âmbito, pode-se analizar que tal imprudência gera a diferença de ensino e a alteração do calendário escolar.

Inicialmente , é possível destacar a educação desigual como umas das principais consequências da pandemia. De acordo com um levantamento feito do Centro de Inovação para Educação Brasileira, feito com 21 estados e 3 mil municípios, revelou que 55% das redes estaduais e municipais não têm estratégias para garantir o acesso à conteúdo durante a quarentena. Portanto, é inaceitável que um país membro pleno da Organização das Nações Unidas, um Estado que deveria proporcionar igualdade para todos, não apresente meios para solucionar tal situação.

Além disso, um outro resultado é a mudança do calendário educacional. Como por exemplo a alteração da data de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020; com as medidas de suspensão das aulas, o grau de desigualdade entre escolas públicas e particulares agravou. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 81,7% dos participantes inscritos que estão na terceira série do ensino médio estudam em colégios públicos. Logo, é possível afirmar que esses alunos serão prejudicados e pagarão também pela falta de investimento público.

Desse modo, é mister que o Governo Federal tome providências capazes de banalizar as cautelas com a educação. Nessa perspectiva, cade ao Ministério da Educação, em parceria com o Inep, identificar os estados mais afetados pelo ensino a distância e possibilitar uma melhor adequação, por meio da distribuição de computadores e cabeamento de internet. Espera-se com isso amenizar as desigualdades educacionais.