Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 25/11/2020

No início de 2020, diante de uma pandemia global de Covid-19, o mundo encontrou-se diante de uma medida paliativa inesperada, porém eficaz: o isolamento social. Com a mudança abrupta na sociedade mundial, as formas de interação foram modificadas, o ato de aprender e ensinar deixa de ser presencial, e o contato físico passa a ser remoto. A adoção de teleaulas como meio de ensino evidenciou a desigualdade social e educacional universal principalmente em países subdesenvolvidos e periféricos como o Brasil.

Primeiramente, o surto de Coronavírus no Brasil explicitou ainda mais a desigualdade social existente no país. Essa diferença se apresenta quando a aderência a aulas virtuais por parte de alunos da rede pública e privada não é igual, considerando que somente 57% da população brasileira, segundo o IBGE, tem acesso a computadores, sendo esse eletrônico uma das peças chave desse modelo de aprendizagem. Ademais, muitos alunos de escolas públicas ao menos tem acesso a internet. A disparidade ainda se perpetua quando se trata da alimentação, levando em consideração que muitos alunos são beneficiados pela merenda escolar fornecida diariamente.

Segundo o professor e filósofo Mario Sergio Cortella, tem-se um sistema de ensino do século XIX, professores do século XX, e alunos do século XXI. Paralelo a isso, observa-se que com a utilização do ensino a distância (EAD), durante a pandemia de SARS-COV2, privou  não somente educandos porém, também educadores tendo em vista, que muitos professores não dominam plataformas e sistemas de internet para dar continuidade as aulas ou até mesmo sofrem com ausência da internet, alavancando ainda mais a desigualdade existente entre o ensino público e privado brasileiro.

Analisa-se, então, a urgência de medidas que ajudem a mitigar os impasses que podem surgir diante de adversidades no sistema educacional do país. O Ministério da Educação (MEC) em conjunto ao Ministério da Economia deve promover um auxílio mensal para que  alunos que não tem acesso a internet, passem a ter. Ainda por parte do MEC, a implementação de cursos voltados para área de informática em benéfico de docentes da rede pública de ensino. Já por parte do Governo Federal deve haver uma promoção de parceria público privada com empresas que se disponibilizem a doar computadores e tablet’s para pessoas de baixa renda, ajudando a amenizar os 57% que não tem acesso. Assim, ocorreria a diminuição da desigualdade educacional e social aumentando a equidade e a igualdade na educação brasileira.

Segundo o filósofo e professor Mario Sergio Cortella, temos escolas do século XIX, educadores do século XX e alunos do século XXI.