Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 19/09/2020

O avanço do ensino brasileiro no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica pode não ser homologado devido a Covid-19, conforme ao jornal Folha de São Paulo. Nesse sentido, medidas são necessárias para frear os danos causados pela quarentena na educação dos estudantes brasileiros. Assim, é impreterível a discussão sobre a falta da efetivação do Ensino a Distância (EaD) no Brasil e a ausência de assistências socioemocionais para o corpo educacional em períodos pandêmicos.

Em primeiro plano, consoante a Nana Haddad, doutora em Educação pela Unicamp, a escola não é apenas um espaço de transmissão de conteúdos, mas também é um local de convivência e de organização social para todos àqueles envolvidos no processo de educação. Nesse sentido, faz-se imprescindível a formulação de propostas pela Secretaria da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), a fim de transmitir apoios e cuidados emocionais a educadores e estudantes do Brasil. Isso garantirá a extinção da síndrome do Burnout nos professores e o corpo e a mente sã aos estudantes.

Em segundo lugar, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o acesso à internet é um direito humano, sendo o local onde os indivíduos possam buscar e compartilhar informações, como, por exemplo, no exercício do estudo. Contudo, apesar do EaD oferecer a educação a cidadãos excluídos socioeconomicamente, ainda enfrenta obstáculos, como a carência de computadores e a insuficiência de abrangência de uma internet de qualidade por todo território verde-amarelo. Portanto, é preciso determinações governamentais a fim de certificar a oferta de ensino à todos, com o intuito de assegurar maior acessibilidade às famílias brasileiras, diversificação dos modelos educativos aos alunos e o desenvolvimento de habilidades tecnológicas por toda a sociedade.

Em suma, para resposta a tal cenário, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Educação, por meio de ampliação de verbas para comprar e fornecer temporariamente equipamentos e planos de conexão de internet gratuitos residenciais durante períodos de quarentena a alunos e professores, deve coordenar a ampliação da rede de comunicação entre as escolas e as famílias por todos o Brasil, de modo a não prejudicar nenhum aluno durante seu período letivo por falta de recursos que o Estado possa arcar. Além disso, a Seduc e o Ministério da Saúde, por meio da instalação de um Programa de Saúde do Profissional da Educação Digital e a ratificação do Programa Olhar Atento, em que possuem como função atendimento psicológico, palestras e ferramentas que vão proporcionar o apoio psicológico fundamental para realidades pandêmicas, devem garantir amparo para os corpos docente e discente na retomada das suas atividades. Isso possibilitará a recuperação de um período que consumiu e desafiou a estrutura educacional mundial da educação.