Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 20/09/2020
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciências e a Cultura (UNESCO),a pandemia da COVID-19 já impactou os estudantes em 188 países, o que representa cerca de 91% do total de estudantes no planeta. Visto, que apenas 74% da população brasileira tem acesso a internet no Brasil, segundo o Comitê Gestor da Internet (CGI.br), estes dados deixam nítido as dificuldades enfrentadas por estudantes que não dispõem do uso da internet em meio a pandemia. Logo, torna-se necessária a busca de medidas a fim mitigar tal problema.
Em primeiro lugar, a educação é um direito universal, previsto no artigo 6.º da Constituição Cidadã. Entretanto, a desigualdade socioeconômica impede que todos tenham as mesmas oportunidades. Enquanto alguns estudantes podem desfrutar de estudar na comodidade de seu lar, outros não detém deste mesmo privilégio e são obrigados a se desdobrarem para conseguirem estudar e terem o mesmo aprendizado que teriam se estivessem estudando presencialmente.
Ademais, ainda existe a dificuldade enfrentada pelos professores em conseguirem se adaptar ao Ensino a Distância (Ead), assim sendo impelidos a se reinventarem para fazerem vídeos-aulas atrativos e acompanharem o aprendizado dos alunos. Sem contar com a preocupação com a saúde mental dos alunos ao tentar recuperar o conteúdo estudantil perdido. Neste viés, torna-se claro que a excessiva cobrança aos estudantes pode acarretar consequências negativas como depressão, ansiedade e estresse.
Portanto, medidas devem ser tomadas. O Governo deve disponibilizar tablets e celulares com rede ´´Wi-Fi``, para alunos e professores que não tenham condições de o adquirirem, além de palestras transmitidas por psicólogos para ajudarem os alunos a enfrentarem esse momento tão delicado no qual estamos passando. Dessa forma será possível garantir uma educação de qualidade, que integra indivíduos e promove a plena construção de uma sociedade igualitária.