Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 21/09/2020

No início de 2020, uma pandemia chegou ao Brasil. O potencial de alastramento da Covid-19 é absurdo, podendo ser letal. Por isso, diversas atitudes tiveram de ser tomadas de forma coletiva, afetando todas as esferas da sociedade e suas instituições. Um dos maiores impactos da pandemia se deu sobre o sistema educacional (em todos os níveis), que, devido às medidas de distanciamento social, passou a ser a distância, diminuindo a eficiência do ensino, além de acentuar a desigualdade.

A solução mais viável para contornar a paralisação das redes de ensino foi a Educação à Distância (que se dá através da internet), porém, ela sozinha não é tão eficaz como eram as aulas presenciais. Segundo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, portanto, a baixa produtividade de um aluno em função de um sistema educacional deficiente pode prejudicar a formação deste indivíduo, atrasando ou comprometendo o seu futuro.

Outra consequência negativa do ensino à distância é a intensificação da desigualdade. Visto que nem todos os estudantes tem acesso aos meios de comunicação necessários para dar seguimento ao processo pedagógico, torna-se difícil a missão de crer inteiramente nesse sistema, uma vez que alguns alunos saem em desvantagem em relação à outros, podendo até perder um ano letivo por completo.

Como alternativas que visem corrigir os erros mencionados, o MEC deve, buscando a democratização desse ensino, firmar um acordo com emissoras televisivas, financiando a transmissão de aulas via satélite em TV aberta, além de bancar a distribuição de materiais didáticos impressos para alunos da rede pública. Além disso, o ministério da educação deve organizar cronogramas de reforço pós-pandemia para alunos que tiverem interesse, buscando fechar os buracos deixados pelo sistema de educação à distância. Adotando essas medidas poderíamos, enfim, minimizar ao menos um dos problemas deixados por essa avassaladora pandemia.