Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 22/09/2020

É inegável que o advento da internet, no século XX, transformou a vida do homem em diversos aspectos. Nesse sentido, é possível perceber que, ao longos dos anos, esse recuso possibilitou uma série de avanços em vário setores, como o da educação, e tornou o conhecimento mais amplo e prático, além de criar uma grande rede de comunicação entre todo o planeta. Entretanto, no cenário atual do país, em meio a uma pandemia, ficou nítido que essa não é uma ferramenta democrática, visto que apenas uma parcela da população é privilegiada pelo uso. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Convém ressaltar, a princípio, o sistema de educação a distância (EaD) no Brasil. Quanto a esse fator, é válido destacar que com o ínicio da pandemia do Covid-19, as aulas presenciais precisaram ser suspensas e, para dar continuidade ao ano letivo e aos cursos do ensino superior, as instituições de ensino passaram a realizar suas atividades de forma remota, por meio da internet. No entanto, o Ministério da Educação não levou em conta o fato de que o alcance desse recurso não é igualitário entre a população - segundo dados do IBGE, 25% dos brasileiros não tem acesso a internet - e, por isso, uma grande parcela dos estudantes, principalmente os da rede pública, foram prejudicados pela falta de políticas públicas que os inserissem na dinâmica online de aula.

Ademais, é preciso compreender que a falta de acesso ao sistema em questão não é o único problema. Isso porque, o vírus pegou todo mundo de surpresa e muitas pessoas ainda não se adaptaram à realidade virtual. Diante disso, muitos alunos enfrentam, diariamente, dificuldades relacionadas à diciplina e organização nos estudos, sem contar com a pressão psicológica sobre eles, a qual desencadeou o aumento nos quadros de ansiedade, que segundo dados fornecidos pelo Google, foi um dos assuntos mais pesquisados no ano de 2020, devido ao medo de fracassar e não conseguir alcançar os resultados almejados ou de não entrar na faculdade dos sonhos.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para reverter o quadro. Desse modo, os Governos Municipais, em parceria com as empresas de fornecimento de rede wifi, devem disponibilizar pacotes de internet mais baratos, que atendam às necessidades da população, a fim de democratizar o acesso a esse recurso. Além disso, o Ministério da Educação, com o apoio de psicólogos e coaches, que trabalhem para o próprio Governo, deve criar um programa de apoio aos alunos, por meio de uma plataforma online, através da qual sejam realizadas consultas médicas e acompanhamento do estudante, para auxiliá-lo em sua rotina e em como lidar com as questões psicológicas. Assim, o problema será atenuado.