Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 22/09/2020

Com base no andamento da história mundial, é notório que há uma usualidade em relação às pandemias e seus impactos na sociedade. Assim como a Peste Negra, o Ebola e a Malária atingiram em maior quantidade a população pobre de sua época, o Corona Vírus impacta fortemente na educação pública brasileira. A falta de recursos tecnológicos juntamente à não interação social entre alunos, geram problemas em enorme escala para a geração atual.

Primordialmente, com a imposição do ensino à distância (EaD) como forma de saída, milhares de alunos da rede pública são prejudicados. Segundo o IBGE, 43% da população brasileira não tem acesso a computadores - ferramenta para a utilização das aulas online - na residência, ou seja, uma enorme parcela dentre os 38,7 milhões de estudantes matriculados em escolas públicas estão ausentes de seus direitos.

Além disso, a interação social é muito afetada nesse contexto. A comunidade escolar é uma das principais bases para a formação cultural do aluno, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e em comunidade do mesmo. Uma charge produzida pelo INESC comprova esse acontecimento drástico em relação à saúde mental do indivíduo isolado socialmente.

Portanto, é imprescindível que o Estado em parceria com ONGs tomem providências para superar o impasse. Para que os milhares de alunos prejudicados pela falta de recursos tecnológicos no domicílio tenham acesso à educação, urge que o Estado juntamente às ONGs voluntárias promovam, por meio de verbas destinadas aos municípios de extrema pobreza, que esses forneçam as ferramentas básicas necessárias para o aprendizado. Feito isso, é essencial o ato de realizar reuniões virtuais entre alunos, seus colegas e professores, fazendo com que a saúde mental do indivíduo permaneça estabilizada e a educação em ordem.