Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 23/09/2020
É fato que o mundo contemporâneo é marcado por vários problemas, dentre eles, econômicos, políticos e sociais , e possuem alta instabilidade, sendo ativos de forma mais intensa em cada um dos países. Ademais, o Brasil é marcado principalmente pela falta de infraestrutura em escolas, em maioria, públicas, e pela desigualdade social, em que em períodos de crises mundiais, como no caso da covid-19, são as áreas mais afetadas, tendo que enfrentar portanto, várias dificuldades. Dessa forma, é crucial que medidas sejam tomadas para a diminuição dos impactos da pandemia na educação .
É importante ressaltar, em primeiro plano, a importância do isolamento social em tempos de pandemia, uma vez que, as doenças como no caso do coronavírus, têm progressão bem rápida. Desse modo, quanto mais pessoas entram em contato umas com as outras, o risco de transmissão e contaminação aumenta, o que gera como resultado superlotação em hospitais e a morte de milhares de indivíduos. Tendo em vista, dados da Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para Infância, mostram que no Brasil 39% das escolas não dispõe de estruturas básicas para lavagem de mãos e 26% não tem acesso abastecimento público de água, de acordo com o Censo Escolar. Dados impactantes por se tratar da vida e saúde de professores, alunos, diretores e frequentadores da escola em geral, após a volta do ensino presencial.
Cabe mencionar, em segundo plano, uma adaptação de curto prazo e de forma desigual no ensino a distância ocasionada pela quarentena, uma vez que, por se tratar das classes sociais mais pobres muitos alunos de escolas públicas não têm acesso à internet, ambiente adequado de estudo, professores com formação adequada para aulas virtuais, enquanto, os de escola particular muitas vezes, têm acesso a estratégias e recursos diversos, como vídeo ao vivo ou gravado, envio de tarefas, mentoria e sessões em grupos menores para tirar dúvidas. Dessa maneira, a divergência entre a educação fornecida para os diferentes estudantes é gigante. Exemplificando o exposto, dados do instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostram que apenas 42% das classes “D” e “E” estão tendo acesso à internet, representando portanto, menos da metade dos estudantes brasileiros.
É inegável que medidas devem ser tomadas para diminuição dos impactos na educação a distância. Dessa maneira, cabe ao Governo junto do Ministério da Educação fornecerem recursos básicos para os estudantes necessitados, a fim de diminuir a desigualdade, por meio de orçamentos acumulados. Ademais, cabe ao Governo e o Ministério da Saúde melhorar as condições das escolas para que haja uma maior segurança da saúde de todos, mediante ao dinheiro recolhido de impostos já cobrados. Por conseguinte, haveria diminuição da desigualdade e dos impactos da pandemia na educação do Brasil.