Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 08/10/2020

A Peste Negra, doença que matou muitas pessoas na Europa e no mundo no século XIV, foi a maior pandemia já registrada na história. Nesse contexto, após séculos decorridos daquele acontecimento, o alastramento do novo Coronavírus, em 2020, causou mudanças na sociedade brasileira e na educação que precisou ressignificar o ensino e teve como efeito o aumento da evasão escolar. Logo, é indubitável a necessidade de se atenuar os efeitos da pandemia no ensino brasileiro.

Diante da realidade supracitada, ressalta-se que o receio do contágio do vírus da Covid-19 conduziu o fechamento de escolas ao redor do mundo, levando-as a reinventar a forma de repassar conhecimentos. Essa dinâmica não foi diferente nas escolas brasileiras em que professores e alunos precisaram abandonar o modelo de educação vigente desde a Revolução Industrial - carteiras enfileiradas, quadro para exposição de conteúdo e professores em pé discursando- e passaram a adotar o ensino via internet. Nessa conjuntura, novas habilidades foram construídas, como a aplicação de tarefas em plataformas online, para que o ano letivo de muitos alunos não fosse afetado. Exemplo disso é o caso de um estudante Sergipano que estudou por meio do contato, em grupos de mensagens, com professores evidenciando o quanto a pandemia reinventou a maneira de educar.

Por consequência, indivíduos com acesso escasso à meios com internet ficam à margem da educação o que motiva a  evasão escolar. Nesse sentido, segundo o pensador grego Aristóteles: ‘’todos os homens têm o direito de aprender’’ contudo, nota-se que as novas maneiras de aprendizagem são excludentes pois são poucos estudantes que detém daqueles recursos o que ocasiona a saída deles das instituições de ensino, dada a perda de interesse ao não conseguir acompanhar as aulas. Tal situação é evidenciada na fala de uma professora cearense que afirmou ao G1 que de 40 alunos, apenas 15 assistem às aulas ressaltando o quanto a pandemia prejudicou a formação educacional.

Logo, é indispensável abrandar os efeitos da pandemia na educação brasileira. Para isso, é viável que as escolas promovam incentivos ao desenvolvimento das novas habilidades surgidas por meio de palestras que busquem mostrar a importância daquelas, como por exemplo as profissões que exigirão novas competências em diversas áreas com o objetivo de fomentar o desejo de aprendizagem nos estudantes. Outrossim, é possível que as instituições de ensino em parceria com os Estados e municípios incluam as crianças e os adolescentes que não possuem recursos para assistir aulas via internet, em outras maneiras de ensino através da criação de programas educacionais que possam preparar apostilas e livros impressos para serem  entregues àqueles alunos com o propósito de reduzir a evasão escolar, o déficit de aprendizagem e evitar a aproximação com o cenário do século XIV.