Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 24/09/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga ao trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade, pode-se estabelecer uma relação metafórica entre as “pedras no caminho” e os desafios da educação brasileira durante a pandemia do coronavírus. Dessa forma, a baixa estrutura tecnológica e a falta de acessibilidade digital são entraves que auxiliam nos impactos gerados no ensino escolar durante os dias de isolamento social.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de ferramentas tecnológicas, indispensáveis para o magistério do professor a distância. De acordo com o empresário Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Entretanto, o Brasil encontra-se em um estado escasso de materiais para o ensino na quarentena, cenário muito presente para alunos e professores de escolas públicas. Afetando assim, o aprendizado ao longo do ano letivo.

Outrossim, é imperativo postular a falta de acessibilidade digital como agravante da problemática supracitada. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 57% da população têm acesso à computadores, ferramenta essencial para o uso de softwares, necessários para a realização de aulas online. Desarte, grupos sociais que não estão inseridos nessa porcentagem sofrem dificuldades para acompanhar o ensino a distância.

Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar os impactos gerados na educação durante a pandemia. Sendo assim, é pertinente que o Ministério da Educação junto com o Ministério de Desenvolvimento Regional, parte do governo que cuida do avanço de diferentes lugares, criem projetos com a ajuda de diretores escolares para a inclusão do mundo digital e tecnológico para os alunos e professores que não têm acesso à tecnologia, por meio de construções de lugares com internet nas regiões com este recurso precário, respeitando o distanciamento social.