Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 12/11/2020
Em meio ao século XIV, a Europa foi assolada pela pandemia de gripe espanhola, causadora da morte de aproximadamente 50 milhões de pessoas e travamento de escolas e faculdades para evitar a disseminação. Em dias atuais, o cenário mundial não está diferente, visto que, a pandemia causada pelo novo “coronavírus” é causadora de morte de milhares e pelo fechamento de escolas e faculdades em todo o mundo. Nesse ínterim, vale analisar os impactos da pandemia na educação brasileira e as adaptações feitas pelo Estado para contorna-los.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que para Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, a educação não muda o mundo, entretanto, ajuda a mudar às pessoas que, consequentemente, mudam e tornam o mundo melhor. Em anteposto ao filósofo, a pandemia invadiu brutalmente o país e fragmentou a educação em várias partes, pois, tornou a desigualdade na educação ainda maior com as dificuldades enfrentadas. Isso ocorre ,na sociedade brasileira, por causa da grande desigualdade social que existe no país, na qual dificulta a utilização de meios alternativos de estudos. Exemplos disso são retratados pelos dados do IBGE, no qual mostra que apenas 57% da população do Brasil tem acesso aos computadores (principal eletrônico utilizado para softwares de educação).
Em segundo lugar, deve-se salientar que conforme a constituição de 1988, em seu art. 6, que o estado é garantidor da educação no país. Sendo assim, a mobilização do Estado para enfrentamento da pandemia se faz necessário e obrigatório, cujo objetivo seja disseminar, de maneira mais rápida possível, meios para que o grande números de alunos não saiam prejudicados com a paralização das escolas primárias e universidades. Além disso, vale salientar que se faz necessário dar atenção redobrada a rede básica de ensino, pois, são os mais prejudicados com a falta de ensino. Comprovação disso, se da pelos dados mostrados pelos pesquisadores da rede CoVida, no qual mostram aproximadamente 48 milhões de alunos da rede básica que foram prejudicados com a quarentena.
Fica claro, portanto, que faz-se necessário a atenção do Estado e a sua atuação para combater a pandemia e garantir os direitos a educação da população nesse momento de caos. Nesse contexto, o Tribunal de Contas da União incentivar a educação aumentando a distribuição de verbas para o Ministério da Educação e o compartilhamento para os estados do Brasil. Utilizando-se de da transferência de verba de ministérios pouco utilizados nesse momento de pandemia, como por exemplo o ministério de infraestrutura e do transporte, cujo momento é de quarentena. Para que, assim, o Brasil possa conseguir suportar a crise educacional que foi imposta ao país e os estudantes consigam superar todas as dificuldades impostas pelo meio.