Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 28/09/2020
No ano de 2020, a pandemia do coronavírus chegou no Brasil e obrigou-o a mudar de maneira drástica o cotidiano dos brasileiros. Escolas foram fechadas para evitar o maior contagio da doença, entretanto, isso impactou muito a educação brasileira. Além disso, a desigualdade já existente foi evidenciada com maior potência, mostrando quão precárias são as condições das escolas públicas tanto na questão financeira quanto na higiênica.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC), um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet. Esse fato demonstra a desarmonia dos direitos dados à população, e com a pandemia, aumentou o abismo socioeconômico já existente entre as escolas públicas e as privadas. Em adição, por pequena parcela dos indivíduos terem acessibilidade a esse recurso, que foi o encontrado para manter o estudo a distância, grande parte dos alunos de escola pública estão tendo aulas em péssimas condições ou até mesmo não tendo.
Vale ressaltar a insignificância demonstrada pelo Governo ao analisar os investimentos disponíveis para educação, sendo esta essencial para o crescimento do país tanto economicamente quanto socialmente. Esse ensino, se proporcionado de forma digna e justa, desencadeia enormes vantagens refletidas no futuro, como por exemplo a diminuição da marginalização, a melhoria da economia e da qualidade de vida, e diminuirá exponencialmente a desigualdade social.
Logo, os impactos gerados pela pandemia no Brasil salientaram os problemas existentes na educação pública e a falta de recursos proporcionados a esta. Por conseguinte, o Ministério da Educação tem por obrigação conceder maiores investimentos para o ensino público com o objetivo de que estes alunos tenham os mesmos acessos aos de escolas privadas. Ademais, é essencial que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações acabe com essa inconciliável falta de internet dos brasileiros.