Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 29/09/2020

A pandemia começou , nesse ano, com grande imprevisibilidade e, assim, não houve maneiras das escolas brasileiras se prepararem para o que estava por vir. Assim, notam-se alguns problemas decorrentes dessa falta de preparo por parte do sistema de ensino, tal como a grande desigualdade na qualidade das aulas entre as classes sociais. Além disso, a falta de proximidade social compromete o bem-estar e saúde mental de muitas pessoas, que sentem falta do contato, dos amigos e da vida nas escolas. Dessa forma, cabe analisar as origens desses problemas, bem como propor soluções para saná-los.

Nesse contexto, é necessário ressaltar que o Brasil foi classificado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) como sétimo país mais desigual do mundo. Consequentemente, a educação também é desigual, já que enquanto milhões de alunos sequer tem internet para acompanhar as aulas virtuais, os alunos de escolas privadas possuem ótimas condições, ótimos professores, boa internet e ambientes calmos para estudar. Portanto, atenuam-se ainda mais as discrepâncias sociais e, consequentemente, as oportunidades futuras entre os alunos.

Entretanto, há algumas consequências que abrangem todas as classes sociais, entre elas a falta de proximidade e contato interpessoal nessa época de pandemia. A situação piora, ademais, quando o jovem não possui boa relação com os familiares, fazendo com que se sinta sozinha dentro da própria casa. A impossibilidade de praticar muitas brincadeiras e relações pessoais, por causa do distanciamento, piora a saúde mental dos alunos, que se sentem cada vez mais afastados de todos que gostam, afetando inclusive os estudos. Nesse espectro, uma Pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) mostrou que 89,2% dos psiquiatras identificaram que seus pacientes tiveram sintomas agravados no período de quarentena.

Dessarte, urge a necessidade de uma intervenção efetiva dos órgãos responsáveis, tal como uma ação do Ministério da Educação de adiar as provas de vestibulares, pensando na dificuldade de ensino nas unidades públicas. Além disso, o Ministério da Saúde deve mobilizar campanhas para alunos e professores visando seu bem-estar, com atendimento psiquiátrico gratuito e publicidades explicando dos sintomas e tratamentos para doenças mentais. Desse modo, será possível amenizar as consequências da pandemia sobre a educação no Brasil.