Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 30/09/2020

De acordo com dados do artigo de Paulo Arns, do Colégio Positivo, cerca de 1,5 bilhão de alunos e 60,3 milhões de professores foram afetados pelo fechamento de escolas por conta da pandemia do coronavírus. Em visto das consequências originadas, emerge-se um novo problema e debates diante o impacto da pandemia na educação brasileira, que por sua vez, apresentou um aumento na desigualdade entre crianças e jovens do ensino público e privado. Dessa forma, em razão da desigualdade social e ineficácia tecnológica, manifesta-se um problema complexo, que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que a lacuna social sempre foi existente, entretanto o crescimento da desigualdade educacional é uma causa latente dessa questão. Segundo Immanuel Kant,  filósofo prussiano, " É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade", sendo o ensino a base para permitir que dificuldades da sociedade sejam combatidas. Diante disso, verifica-se uma falha em torno dos debates sobre maneiras de se combater essa diferença, mas após o coronavírus a situação agravou-se e estudar e ensinar se tornou complicado para grande parte da população brasileira, que associada com a pobreza não apresentam estruturas suficientes para praticarem o novo método de ensino a distância.

Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a insuficiência tecnológica. De acordo com o IBGE, somente 57% da população brasileira tem acesso a computadores e softwares desenvolvidos que apresentam acesso as aulas online, desta forma evidencia-se novamente o contraste entre as classes sociais. Ademais, o cenário atual depende exclusivamente da tecnologia, em virtude do isolamento social, mas o Governo brasileiro não oferece estruturas suficientes às crianças e jovens estudarem, tanto por falta de investimento quanto por ignorância. Desse modo, muitos estão sendo prejudicados por não apresentarem acesso a aulas, deveres e o auxílio tecnológico.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária, visto que o Ministério da Educação deve planejar materiais extras para distribuir aos alunos que não apresentam acesso por meio de campanhas, além disso, devem oferecer aulas extras nos semestres de 2021, gerando trabalho a professores e formas para alunos recuperem conteúdos perdidos, por meio de horários extras e viáveis a todos os jovens e crianças. A fim de diminuir com a desigualdade de ensino e tentar recuperar o máximo possível as consequências geradas pela pandemia, e que no futuro as crianças e jovens se tornem cidadãos decentes e cooperem avanço e melhoria da sociedade.