Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 29/09/2020
Mais de 1,5 bilhão de alunos e 60,3 milhões de professores de 165 países foram afetados pelo fechamento de escolas devido à pandemia do coronavírus. Nessa crise sem precedentes, de proporção global, educadores e famílias inteiras tiveram que lidar com a imprevisibilidade e, em benefício da vida, (re) aprender a ensinar de novas maneiras. Na China, cerca de 240 milhões de crianças e jovens se adaptaram rapidamente ao fechamento das instituições de ensino e passaram a ter aulas remotas em uma escala jamais vista, da educação básica ao ensino superior. Os chineses mostraram que é possível fechar as salas de aula sem parar de aprender.
Uma questão a se pontuar é a desigualdade gigante entre os sistemas públicos e privados da educação básica e a própria distância social entre as famílias dos estudantes brasileiros. Enquanto alunos de escolas particulares aprendem por meio de diversos recursos e estratégias combinadas, como vídeo ao vivo ou gravado, envio de tarefas, orientações e sessões em grupos menores para tirar dúvidas, muitos estudantes das escolas públicas sequer têm acesso à internet.
Além disso, nem todos os municípios possuem estrutura de tecnologia para oferta de ensino remoto e nem todos os professores têm a formação adequada para dar aulas virtuais. Outra realidade que complica a adesão de alunos às aulas on-line são os softwares utilizados para esse fim, que, em sua grande maioria, são desenvolvidos para funcionar em computadores, ambiente acessado atualmente por apenas 57% da população brasileira, segundo o IBGE.
Portanto para solucionar esse impasse, primeiramente o ministério da educação deve disponibilizar rede Wi-Fi pública em locais estratégicos, e elaborar aulas remotas em aplicativos que possam ser instalados em telefones móveis, pois de acordo com o IBGE 2017, 97% dos alunos de escolas públicas possuem telefone móvel. Além de disponibilizar para todos, aplicativos como o Microsoft Teams, para que os alunos consigam ter aulas remotas com seus professores de costume e consigam esclarecer dúvidas, assim melhorando a qualidade do ensino.