Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 30/09/2020
Desigualdade social na pandemia
Em meados de 2020, o Brasil enfrenta uma crise no sistema de saúde jamais vista; Com a pandemia do coronavírus, diversos setores estão parados, principalmente a educação, agora com aulas remotas. Neste contexto, a pandemia do corona afetou o aprendizado de milhões de estudantes.
Nesta situação, conforme as medidas de isolamento, como as aulas remotas (EAD), lançaram-se novos desafios nesta área: Como ter um ensino igualitário? Como adaptar os professores ao contato restrito aos alunos? Como lidar com o efeito do isolamento na saúde mental dos estudantes? A desigualdade é um ponto chave nesses desafios, uma vez que crianças e adolescentes mais desfavorecidos estão mais vulneráveis a tais danos psicológicos e educacionais.
Por este motivo, a Rede CoVida, em colaboração com seus pesquisadores, publicou um documento sobre os impactos do fechamento das escolas, como a interrupção do fornecimento de alimentos, visto que para algumas crianças é a principal fonte de alimento no dia a dia, e, também, a pressão psicológica sobre a saúde mental dos estudantes. Também, a modalidade EAD não é compatível com a realidade do país, a qual segundo a Ipea apenas 42% das classes D e E estão conectadas, isto é, milhões de estudantes estão sem acesso a educação em meio ao isolamento. Como prosseguir em meio a tanto dano na educação? Como manter datas de vestibulares? O Enem adiou a sua prova para janeiro, esta comumente feita em setembro, em razão da pandemia, porém, não é o suficiente.
Dado os fatos, é importante que medidas por parte do Ministério da Educação sejam tomadas para a equiparação do acesso à internet no meio escolar. O acesso à internet e materiais de acesso devem ser providos pelo Estados por meio do uso de impostos pagos pela população, e desse modo, tentar recuperar o ano perdido por causa da pandemia.