Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 30/09/2020

Para uns, Internet. Para outros, Livros. Para o resto, nada. Nem todos têm as mesmas oportunidades. Em meio a um cenário de calamidade pública e com data marcada para o ENEM, o maior vestibular do Brasil, educandos e educadores do país inteiro buscam novas formas de manter e adaptar sua rotina de ensino. Porém, não são todos que tem em casa um lugar propício para estudar e livre acesso à internet, o que fatalmente irá afetar no resultado final do exame e consequentemente, o futuro de muitos jovens.

Em primeiro lugar é preciso analisar que em, virtude do Covid-19, houve o fechamento das escolas e o ensino em todo país foi restrito à aulas on-line. Ademais, esse meio de ensino só seria realmente eficiente e igualitário se todos os estudantes dispusessem de uma internet estável, computador ou tablet, e se todos os professores fossem treinados e acostumados ao meio digital, desde o ensino superior. Entretanto, quase 90% dos docentes não tinham experiência com essa forma didática e cerca de 70% das classes D e E não possuem nenhum acesso à internet.

Concomitantemente, existe uma outra parcela de alunos que, apesar de conectados, não conseguem se adequar a essa nova rotina. E em função da falta de recursos dos educadores, as aulas se tornam precárias, repetitivas e com quantidade exacerbada de dever escolar. Ainda, somado à falta de espaço e silêncio dentro de casa, muitos não encontram um ambiente que os favoreça, seja para lecionar ou aprender. Evidenciando a dificuldade geral em criar uma rotina de estudos saudável e tornando-a um privilégio que poucos tem.

Portanto, visto que muitos estudantes sofreram um déficit em seu aprendizado durante a quarentena, se faz necessário que o poder executivo e legislativo, em conjunto com empresas nacionais, amparem os mais prejudicados. Através, da implementação de uma lei que garantirá, a distribuição de tablets com materiais educacionais, por meio dos correios, e o fornecimento de internet gratuita proveniente da ANATEL, para todos os estudantes de baixa renda cadastrados no site do INEP, a fim de reduzir a desigualdade na educação, e consequentemente, nos resultados do ENEM.