Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 05/10/2020
A Constituição Federal Brasileira de 1988, versa -dentre outros direitos- acerca da seguridade à educação a todos os cidadãos brasileiros. No entanto, a garantia desse direito, o qual já era cerceado para muitos, tornou-se ainda mais desafiador em tempo de pandemia. Com isso, escancarou-se os problema da desigualdade socioeconômica e da falta de preparo dos profissionais frente às demandas atuais no meio educacional.
A princípio, é imperativo tratar os impactos da pandemia na educação à luz dos desafios impostos pelo ensino remoto. Partindo dessa perspectiva, é imprescindível pautar a dificuldade ao acesso à internet, decorrente do baixo poder aquisitivo de várias famílias, como principal empecilho para o aprendizado de muitos estudantes brasileiros. Desse modo, vale ressaltar que entre aqueles que são usuários da rede e pertencentes a tais núcleos familiares existem dificuldades que abrangem, por exemplo, um único aparelho celular para mais de um aluno, o que implica em um baixo rendimento e até na evasão escolar.
Outrossim, é importante salientar os desafios enfrentados pelo corpo docente no atual cenário brasileiro. É certo que os profissionais da educação, sobretudo dos níveis fundamental e médio, nunca receberam suporte, para a adequação do ensino à tecnologia de forma contundente. Tal morosidade tem resvalado agora no aprendizado do aluno uma vez que, embora a educação privada tenha mais suporte tangente à tecnologia utilizada, edição das aulas e feedback, os professores em geral tiveram que se reinventar drasticamente. Essa urgente necessidade tem corroborado para o desenvolvimento de quadros de ansiedade, insônia e depressão, uma vez que o docente é responsabilizado pelo futuro do aluno.
Urge, portanto, ao Ministério da Educação,a disponibilização dos computadores escolares aos estudantes que comprovarem não ter acesso à rede, bem como a ministração de cursos tangentes à tecnologia e ao ensino remoto aos professores. Assim, reduzir-se-á os entraves da desigualdade e do despreparo profissional durante a pandemia.