Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 01/10/2020

Em 1888 assinaram a abolição da escravatura no Brasil, porém após os escravos ficarem “livres”, a desigualdade social, para com eles, ficou igual, de certo modo até piorou, pois não obtinham trabalho, comida, e principalmente acesso à informação e educação, devido aos preconceitos. Essa é uma situação parecida com a vivida durante a pandemia, a desigualdade social só aumentou, especialmente na educação.

Devido à quarentena, o modo de aprender mudou drasticamente em menos de um mês. Enquanto escolas privadas tinham aulas EAD, o ensino público tinha atividades de revisão online e em alguns casos raros em folhinhas, nas quais os alunos buscavam nas escolas, mesmo com os riscos de contágio pela covid-19. Além de desmotivar o aluno - devido ao risco - isso mostra, como noticiado nos jornais de todo o país, que a desigualdade aumentou muito no país, assim como após a abolição.

Muitos alunos de rede pública nem se quer tinham computadores ou acesso à internet, como se vê no último censo. Isto causa problemas tanto atuais, como lacunas na educação de muitos e a desigualdade falada anteriormente, quanto futuros, como formar, devido às lacunas, profissionais incapazes que causariam danos nos setores da economia, saúde, segurança pública, e em muitos outros. O que prejudicaria “a ordem e o progresso”

Para não cancelar o ano letivo e atrasar a economia ainda mais, o governo, em parceria com ONGs, deveria criar um programa de recapitulação de conteúdo no ano  seguinte a alunos carentes, para reduzir a desigualdade e suprir a falta de aprendizado ao longo do ano.