Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 12/11/2020

Promulgada pela ONU EM 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que todos têm direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, a pandemia instalada pelo novo corona vírus afeta intrinsecamente uma parte da população brasileira, de modo que não usufruem dessa vantagem. Sendo assim, a desigualdade social que aflige o aprendizado da sociedade, sob a sombra da negligência governamental gera caos no país.

Em primeiro lugar, cabe abordar a diferença de educação oferecida aos menos favorecidos. De acordo com o filósofo prussiano Karl Max, a história da sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes. Nesse sentido, pessoas com um poder aquisitivo maior têm melhores condições de aprendizado, pois as escolas particulares estão se adaptando bem à pandemia com o ensino EAD. Porém, muitas escolas públicas não tem suporte para esse método, à medida que os alunos não tem acesso fácil a internet e a eletrônicos que viabilizam esse ensino remoto com qualidade.

Ademais, é importante salientar que é de dever do Estado garantir a educação, conforme o Art. 6 da Constituição Federal de 1988. No entanto, a falta de investimentos na educação do Brasil vem diminuindo ao passar dos anos, prejudicando o avanço do país. Além disso, no mundo pandêmico de hoje a força do poder político que está faltando, é necessária para que evite o regresso da educação, impedindo um déficit maior de aprendizado dos alunos da rede pública.

Por fim, com o intuito de mitigar essa problemática, o Estado adjunto ao Ministério da Educação deve montar um planejamento estratégico para investimentos na educação, visando um ensino remoto em todas as escolas públicas do Brasil. Portanto, as aplicações devem ser dirigidas à compra de eletrônicos com internet móvel para os alunos mais necessitados. Desta forma, a sociedade gozará dos direitos garantidos na Declaração Universal.