Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 05/10/2020
Compreende-se que, desde a época em que Platão iniciou o processo de ensinamento em ambientes escolares, a educação é uma parte fundamental no cotidiano de todos, podendo fornecer diversas oportunidades para o futuro de seus respectivos alunos. Com a pandemia da Covid-19 e o isolamento social, esse pilar importante para o desenvolvimento humano sofreu uma paralisação nas atividades presencias. Diante dessa perspectiva, ficaram claros aspectos ligados à desigualdade, a alteridade da realidade de alunos de instituições públicas e privadas e a necessidade de melhora.
Primordialmente, é preciso entender os impactos da interrupção das aulas. Escolas privadas optaram pelo ensino a distância ou ensino remoto, que consiste em aulas via internet para os alunos. No entanto, ao que a maioria das particulares podem oferecer esses recursos, a realidade de escolas públicas é diferente, tendo em vista que nem a escola e nem os alunos possuem meios para essa conexão. Esse fato é exemplificado como mostra uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na qual cerca de 40% dos estudantes não tem material adequado (computador e internet) para realização de tarefas online.
Como reflexo dessa ausência de mecanismos, o estudo de diversos brasileiros sofreu com drásticas consequências. Isso ocorre porque, com a falta de aulas via internet e uma orientação por parte de professores e direção das escolas, os alunos do ensino público, especialmente aqueles do 3º ano do Ensino Médiio, não conseguem se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio de modo significante, fazendo com que percam suas chances de entrarem em universidades utilizando a nota da prova. Essas consequências ocorrem não só no Brasil, como mostram dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na qual a atual pandemia já impactou no estudo de mais de 1,5 bilhões de estudantes em 188 países, o que representa cerca de 91% do total de estudantes.
Diante desse contexto, é preciso que Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), possibilitem o ensino remoto por meio da distribuição de computadores e cabeamento da internet. Ainda, é preciso que haja uma fiscalização por meio de profissionais para que garantam que apenas aqueles que necessitam estejam recebendo os recursos. Desse modo, é possível minimizar os impactos da pandemia na educação de jovens brasileiros fornecendo maneiras para conseguirem estudar mesmo durante a paralisação das aulas presenciais.