Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 16/10/2020
De acordo com a Declaração Universal de Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), é direito de todo cidadão, sem distinção, o acesso à educação. Contudo, o cenário visualizado no Brasil, atualmente em pandemia por conta do novo coronavírus, impede com que isso aconteça, devido não só a inacessibilidade de recursos tecnológicos para a sociedade menos favorecida, como também à adaptação massiva de uma nova rotina educacional, completamente fora do comum. Sendo assim, ruge que, nesse sentido, o Brasil possui problemáticas a serem resolvidas no contexto dos impactos da pandemia na Educação.
Deve-se destacar, de início, a desigualdade social como um dos maiores percussores do problema, visto que, a acessibilidade de recursos para aulas remotas serem escassas ao ensino público. Nesse sentido, segundo Rosseau, em sua obra “Contrato social”, cabe ao governo viabilizar estratégias para o bem-estar comunitário. No entanto, nota-se, no Brasil, que a inacessibilidade da tecnologia para a sociedade menos favorecida rompe com as defesas do filósofo iluminista. Dessa forma, é inaceitável que, em plena contemporaneidade do século XXI, isso ainda seja uma agrura.
Ademais, a nova rotina aderida por alunos e professores, por trás de uma tela de computador, tem se tornado cada vez mais desgastante. Em maio de 2020, a “Associação Nova Escola” realizou uma pesquisa que contou com mais de 8 mil profissionais da Educação Básica, tendo como principal tema a saúde mental do educador. Na matéria, apenas 8% dos entrevistados se sentiam aptos ao se adaptarem ao novo estilo docente, enquanto 28% se consideraram péssimos e esgostados ao cumprirem esse “novo normal e 30% caracterizaram a situação como razoável. Sem contar que, não apenas professores, mas também os alunos estão sofrendo com os recentes ajustes que demandam uma quantidade massiva de trabalhos, prazos, internet em boa qualidade e disposição. Contudo, não se trata, apenas, de uma questão acomodável, mas também de autocuidado emocional ao enfrentar os novos hábitos.
Infere-se, destarte, da necessidade de combater a problemática. Portanto, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de uma maior parcela de impostos arrecadados, investir em recursos tecnológicos às instituições de ensino público. Nessa esteira, a ação deve alcançar os estudantes mais pobres a fim de acabar com a desigualdade. Ademais, cabe ao Ministério de Saúde e da Família, fornecer, por meio de palestras e atos midiáticos, a importância do autocuidado emocional aos professores e alunos, com o intuito de amenizar os desgastes psíquicos. Somente assim poder-se-á notar impactos positivos na Educação após o período de pandemia no Brasil.