Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 06/10/2020

Segundo o sociólogo Émille Durkheim, a escola deve ser um mecanismo secundário de socialização. Nesse sentido, a realidade na educação brasileira é de impactos nesse pensamento de Durkheim, pois se tem uma ineficiência do Estado em assegurar uma educação de qualidade e problemas na saúde mental dos estudantes. Dessa maneira, é necessário discutir os empecilhos da pandemia no sistema de ensino brasileiro.

Esse quadro de obstáculos no ensino remoto para os brasileiros destaca-se, principalmente, pela ausência de eficiência do Estado em disponibilizar alternativas educacionais para os alunos. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) menos da metade dos brasileiros não têm acesso ao computador. Esses dados  revelam o fenômeno da desigualdade social que dificulta a distribuição igualitária dessa ferramenta tecnológica. Dessa forma, o Estado vai de encontro ao art.205 da Constituição Federal, que prevê a educação um direito para todos os indivíduos.

Ademais, um outro empecilho gerado pelo covid-19 foi problemas como ansiedade devido ao isolamento social. Sob a ótica de Durkheim, a socialização é fundamental para as relações sociais nessas instituições de ensino. Entretanto, estas escolas enfrentam dificuldade para promover sua função com o ensino a distância para os seus alunos, no qual estão sendo afetados devido ao distanciamento social. Assim, é essencial de medidas das escolas para minimizar os efeitos das relações sociais desse estudante.

Portanto, medidas são relevantes para combater esse impasse. Para isso, cabe ao Governo Federal juntamente ao Ministério da Educação promover projetos educacionais para pessoas de baixa renda por meio da criação de centros de profissionais da educação que possam auxiliar o aluno nesse recurso. Logo, será possível diminuir os impactos gerados do coronavírus na educação.